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A erosão da empatia nos estudantes de Medicina: um desafio educacional

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Artigo publicado em 02/2013. Local de publicação: Revista Brasileira de Medicina

Resumo

A Medicina vive tempos de vertiginoso progresso técnico. Paralelamente, nunca se chegou a semelhante nível de despersonalização na relação médico-paciente. A empatia se tem mostrado um elemento fundamental para o desenvolvimento de um relacionamento médico-paciente eficaz, constituindo-se numa ponte entre a Medicina centrada no doente e a Medicina baseada em evidências. No entanto, conforme mostra estudos que avaliam o nível de empatia – através de ferramentas desenvolvidas para esta finalidade (Escala de Jefferson - JSPE e a Interpersonal Reactivity Index de Davis) –, existe uma erosão da empatia no estudante de Medicina durante o processo de formação. Este fato desencadeia a pergunta que embasa a presente reflexão: A empatia é qualidade inata ou é possível ensiná-la, interferir no processo para prevenir a sua deterioração? Quais seriam as estratégias educacionais para consegui-lo? As emoções do estudante têm uma relação estreita com a empatia. A educação da afetividade, utilizando essas emoções e orientando-as, através das humanidades – utilizando a música, o cinema, a ópera, a literatura e as narrativas – apresentam resultados promissores quando incluídos no cenário da educação médica. Percebe-se, no meio acadêmico, uma busca cada vez mais decidida para desenvolver recursos que ajudem efetivamente o desenvolvimento emocional e afetivo do estudante. É certamente um caminho que sintoniza com a promoção da empatia.