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Uma ferramenta para gerenciar a formação humanística do estudante de medicina

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Artigo publicado em 12/2010. Local de publicação: O Mundo da Saúde

Resumo

O curso de medicina exige muita dedicação por parte dos alunos e dos professores. Enquanto estes precisam lidar com a preparação de aulas e avaliações, aqueles devem fazer o possível para cumprir os prazos impostos pelos seus mestres e absorver uma quantidade imensa de informação em um período de tempo relativamente curto. No meio de tanta informação “técnica”, o futuro médico pode distrair-se e acabar perdendo de vista o objetivo que o levou a escolher a carreira médica: cuidar do ser humano. O resultado é conhecido: o mercado é inundado por médicos preocupados em gerenciar tecnicamente as doenças –que é, sem dúvida importante- mas com pouca habilidade para cuidar das pessoas. Por isso é importante que os estudantes aprendam a lidar com os pacientes, encarandoos como seres iguais e não como meros organismos portadores de distúrbios de saúde. Essa habilidade não se adquire em uma sala de aula durante uma exposição teórica, mas é preciso expor o estudante à prática médica em diversos cenários pedagógicos, A formação humanística do estudante implica outra tarefa para os professores de medicina: como avaliar o desempenho do aluno, ou como medir o quanto o aluno aprendeu sobre como tratar os pacientes, garantindo que ele não deixou de lado o conhecimento científico necessário para a prática da profissão? Nesse contexto, o programa de créditos idealizado e implementado pela SOBRAMFA propõe uma métrica para avaliar o desempenho do aluno em atividades práticas, acadêmicas e científicas, de modo a proporcionar uma formação integral em todas as habilidades que se requerem para exercer a Medicina como Ciência e Arte.