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Medicina de família: um corpo próprio de conhecimentos

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Artigo publicado em 01/2004. Local de publicação: Diagnóstico & Tratamento

Resumo

A primeira metade do século 20 foi marcada pelo surgimento das principais especialidades médicas nos países desenvolvidos. A partir de 1930, houve um declínio acentuado do número de generalistas. A tendência em direção à especialização acentuou-se após a II Guerra Mundial, com o desaparecimento quase total dos médicos generalistas das escolas médicas. No entanto, essa fragmentação trouxe como efeito colateral a deterioração da relação médico-paciente. Assim, o crescimento das especialidades, com o natural aprofundamento nas doenças específicas, fez com que a maioria dos médicos estivesse atenta ao progresso técnico e ao manejo das novas doenças. Perde-se o foco na pessoa para centrar-se na doença e corre-se o risco natural de que a profissão médica deixe de atender às necessidades mais preeminentes da sociedade. A resposta veio décadas depois na busca pelo desenvolvimento de um novo tipo de médico generalista, como mostram uma série de estudos norte-americanos na década de 60.

A mesma tendência ocorria no Canadá, Grã-Bretanha, Austrália e Holanda.