Programa de formação clínica

O programa de treinamento em Medicina Centrada no Paciente para médicos recém-graduados, liderado pela SOBRAMFA – Educação Médica e Humanismo, contempla em seu desenvolvimento três dimensões simultâneas:

a) Formação Profissional: desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes exigidas no desempenho clínico, para o bom desempenho médico.

b) Formação Acadêmica: desenvolvimento de pesquisas, publicações e participações em eventos científicos nacionais e internacionais, bem como preparação pedagógica para futuras atividades docentes.

c) Treinamento em Gestão e Liderança: desenvolver a capacidade de gerenciar a assistência médica no mercado de trabalho, bem como a capacidade de liderar uma equipe de saúde, integrando talentos efetivamente.

Duração do Programa: 4 anos.

Embora o desenvolvimento das três dimensões discutidas seja simultâneo, o primeiro e segundo anos colocam ênfase no treinamento profissional, o terceiro no treinamento acadêmico e o quarto no treinamento em gestão e liderança.

Carga horária: 8.300 horas.

  • Desempenho da prática clínica: 7300 horas.
  • Treinamento em atualização científica: 530 horas.
  • Treinamento em Educação Médica e Humanismo: 200 horas.
  • Treinamento em Gestão e Liderança: 150 horas.
  • Participação em Congressos e Preparação de Publicações: 200 horas.

1. Treinamento Profissional

Ao longo dos quatro anos, o jovem médico desenvolverá as habilidades clínicas necessárias para atender às demandas dos clientes / serviços de saúde que contratam a SOBRAMFA para sua gestão.

Os cenários de prática incluem:

  • Gestão de pacientes crônicos com patologias múltiplas, ambulatoriais e enfermarias nos vários hospitais onde a SOBRAMFA atua. A abordagem centrada no paciente proporciona um estilo de medicina abrangente, que também coordena o trabalho de outros especialistas cujo desempenho se torna necessário.
  • Assistência clínica, supervisão e prevenção em Residenciais Geriátricos, com ênfase na necessária integração com as famílias dos hóspedes.
  • Atuação em Cuidados Paliativos, ambulatorialmente, em enfermarias e no domicílio, juntamente com os serviços clínicos que solicitam nossa colaboração (Oncologia, Medicina Interna, Geriatria).
  • Ambulatórios de prevenção em Saúde e Medicina Integral, In Company, para funcionários de empresas que contratam nossos serviços.
  • Clínicas ambulatoriais de medicina geriátrica e familiar em colaboração com empresas que lidam com a saúde dos idosos.
  • Visitas domiciliares em colaboração com empresas de cuidados domiciliários.
  • Projetos de prevenção de saúde, em colaboração com hospitais que promovem programas de longevidade e atendimento aos idosos.

Ao longo dos quatro anos, a supervisão é inversamente proporcional à experiência do jovem médico: abrangente e contínua nos primeiros meses, onde ele mais observa do que atua, diminuindo gradualmente à medida que ganha experiência em atuar e familiarizar-se com a cultura e sistema onde atende. No quarto ano, ele tem supervisão remota à distância, e começa a assumir a responsabilidade de supervisionar igualmente os jovens que acabaram de entrar no programa.

2. Formação acadêmica.

A cultura SOBRAMFA que o jovem médico adquire, implica desenvolver a excelência no estilo médico centrado no paciente, bem como a dimensão acadêmica e docente para dar sustentabilidade científica a esta forma de praticar a medicina e ser capaz de reproduzir o modelo.

2.1) No primeiro e segundo anos, o jovem médico será responsável uma vez por mês pela apresentação das Reuniões Científicas semanais, onde artigos científicos e discussões de casos de sua prática ilustrarão o resto da equipe a incentivá-lo a buscar respostas científicas.

Ele também será responsável por uma apresentação bianual nas reuniões mensais de Educação Médica e Humanismo.

Do mesmo modo, terá que coordenar uma vez por mês em cada semestre, as Reuniões Mensais de Raciocínio Clínico realizadas por estudantes de medicina, o que implica ajudá-los na preparação prévia do caso que será apresentado.

2.2) No terceiro ano, o jovem médico também será responsável por preparar uma publicação anual (nacional ou internacional) e também uma participação anual em congressos científicos.

2.3) No quarto ano, às responsabilidades acima são adicionadas também a de coordenar uma reunião mensal de gestão e liderança a cada semestre. Ele continua sua obrigação de apresentar um trabalho anual em um congresso científico, e terá que elaborar duas publicações (nacionais ou internacionais), sendo que, em um deles, será o mentor e co-autor de um companheiro de anos inferiores, desenvolvendo assim sua capacidade como professor conselheiro.

Ao longo deste ano, deverá desenvolver um projeto de pós-graduação (Doutorado) que começará no ano seguinte, uma vez que terminou o Programa, se optar por permanecer na SOBRAMFA como Médico Colaborador de Ensino.

3. Treinamento em Gestão e Liderança.

Embora comece no primeiro ano – com a atuação como supervisor de estudantes que realizam rotações clínicas na SOBRAMFA e coordenando Reuniões de Raciocínio Clínico, a ênfase aumenta no segundo ano e, especialmente, no terceiro ano.

A supervisão de médicos mais jovens posteriormente admitidos no programa e a coordenação de serviços de atendimento médico com clientes específicos exigem treinamento específico que seja fornecido de forma compatível com seu desempenho clínico.

Reuniões com a Diretriz SOBRAMFA para desenvolver projetos de cuidados, reuniões com clientes que contratam nossos serviços médicos e cursos e seminários voltados para liderança e gestão são recursos para esta formação

4. Alguns resultados

O programa está em operação há quase quinze (15) anos. As avaliações (por pares, professores e auto-avaliação) são realizadas três vezes por ano. Como resultado das avaliações realizadas, podemos destacar alguns resultados relacionados ao treinamento de jovens médicos em SOBRAMFA.

  • Crescimento profissional e desenvolvimento das habilidades que o mercado solicita e valoriza. Em pouco tempo, o jovem médico se sente confortável, cuidando das variadas demandas citadas acima.
  • Desenvolve uma capacidade notável de comunicação: com o paciente, com a família e com colegas médicos (outros especialistas), bem como com a equipe de enfermagem e outros profissionais de saúde. Ele percebe que seu desempenho competente é o que facilita toda a equipe para concentrar a ação no paciente.
  • Credibilidade e reconhecimento profissional por seus pares, e os gerentes das empresas de saúde.
  • Um ambiente saudável, onde a competência profissional e o sucesso acadêmico são combinados com uma cultura de bem-estar e alegria, o melhor recurso contra o desgaste profissional tão comum nos nossos dias

Bibliografía: Publicaciones y Trabajos relacionados con el PROMECEP. 

Publicaciones 

  1. Blasco PG, Levites MR, Janaudis MA, Moreto G, Roncoletta AFT, Benedeto MAC, Pinheiro TRP. Family Medicine Education in Brazil: Challenges, Opportunities and Innovation. Acad Med. 2008; 83:684–690.
  2. Pinheiro TRP, Benedetto MAC, Levites MR, Giglio AD, Blasco PG. Teaching Palliative Care to Residents and Medical Students. Fam Med 42 (8) 580 – 582.
  3. Roncoletta A, Levites MR, Mônaco CF. Blasco PG. Las Nuevas Competencias del Médico Familiar: Coordinando los Cuidados en el Hospital y Atendiendo a los Pacientes Crónicos en su Domicilio. Una Experiencia Brasileña. Arch Med Fam v.11, p.78 – 89.
  4. Levites MR, Blasco PG. Competencia y Humanismo: La Medicina Familiar en Busca de la Excelencia. Archivos de Medicina Familiar y General. 2009. 6: 2 – 9
  5. Blasco PG, Janaudis MA, Levites. Un nuevo humanismo médico: la armonía de los cuidados. Aten Primaria. 2006; 38 (4): 225-229.
  6. Blasco PG, Benedetto MAC, Villaseñor IR. El arte de curar: el médico como placebo. Aten Primaria. 2008; 40 (2): 93 – 95.
  7. Prats JAGG, Blasco PG. O Humanismo Médico de Gregorio Marañón: um exemplo sempre atual. RBM. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). , v.69, p.18 – 24, 2012.
  8. Prado DT, Blasco PG. A Universidade e a formação dos médicos: Reflexões Humanistas a propósito do pensamento de Ortega y Gasset. RBM. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). , v.68, p.4 – 10, 2012.
  9. Levites MR, Blasco PG. A universidade brasileira e a formação humanística do estudante de Medicina. Uma leitura desde o pensamento de John Henry Newman. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). v.70, p.9-13,   2013.
  10. Blasco PG. A Arte Médica (I): A Formação e as Virtudes do Médico. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). , v.69, p.9 – 17, 2012.
  11. Blasco PG. A Arte Médica (II): A relação com o Paciente. RBM. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). , v.71, p.13 – 21, 2014.
  12. Levites MR, Janaudis MA, Blasco PG. Um Médico tão jovem e já em Burnout.? Reflexões e experiências para conquistar a felicidade profissional.. Clinical Oncology Letters. , v.1, p.24 – 29, 2015.
  13. Moreto G. Reginato V. Hojat M, Blasco PG. Selecionando candidatos para as Escolas de Medicina: o que as mães dos estudantes têm a dizer. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). , v.72, p.7 – 14, 2015.
  14. Reginato V, Benedetto MAC, Blasco PG. Gallian DMC. Humanismo: Pré-requisito ou aprendizado para ser médico. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). , v.70, p.10 – 15, 2013.
  15. Benedetto MAC, Moreto G, Janaudis MA, Levites MR, Blasco PG. Educando as emoções para uma atuação ética: construindo o profissionalismo médico. RBM. Revista Brasileira de Medicina (Rio de Janeiro). , v.71, p.15 – 24, 2014.
  16. Blasco PG, Benedetto MAC, Reginato V. Humanismo em Medicina São Paulo SOBRAMFA-Educação Médica e Humanismo, 2015, v.100. p.437.

Trabajos Presentados en Congresos Internacionales

  1. Blasco PG, Moreto G, Irie RM, Levites MR, Janaudis MA, Paula PS, Goktas O. The Pacemaker Agenda: Promoting a Culture of Wellness, Scientific Update and Happines for teaching Professionalism and Ethics in daily practice In: 20th Wonca Europe Conference, 2015, Istanbul. 20 th Wonca Europe Conference. , 2015. v.1. p.41 – 41
  2. Blasco PG, Moreto G, Levites MR, Janaudis MA Irie RM, Paula PS. The Pacemaker Agenda: Promoting a Culture of Wellness, Scientific Update, and Happiness for Training Young Family Doctors in Private Practice In: 48 STFM Annual Spring Conference, 2015, Orlando, FL, USA. 48 STFM Annual Spring Conference FInal Program. , 2015. v.1. p.18 – 18
  3. Janaudis MA, Blasco PG, Moreto G, Levites MR, Irie RM, Paula PS. Training Family Doctors in a community hospital: medical education and efficiency in private practice. In: 19 th Wonca Europe Conference, 2014, Lisboa. WONCA_2014_Abstract Book. , 2014. v.1. p.65 – 65
  4. Levites M, Janaudis MA, Moreto G, Hirose H, Ventura P, Monteiro C, Blasco PG. Educational Impact of Introducing a Palliative Care Program in a Hospital Through Family Doctors. Oral Presentation. Conference Program. Society of Teachers of Family Medicine. 45th Annual Spring Conference. Seattle. WA. USA.
  5. Blasco PG. Janaudis MA. Moreto G. Irie RM. Paula PS. Levites MR Paula G. Barbosa A. Introducing Family Medicine Residents in a Palliative Care Program: What did we learn? In: 47 STFM Annual Spring Conference, 2014, San Antonio, Texas, USA. 47 STFM Annual Spring Meeting Program. Kansas City , KS, USA: Society of Teachers of Family Medicine, 2014. v.1. p.72 – 72
  6. Irie RM, Paula PS, Ferreira JMP, Janaudis MA, Moreto G, Levites MR, Blasco PG. Family Doctors and Residents Leading Palliative Care Teams in Private Hospitals: Succeeding in Daily Challenges With Patients, Families, and other Physicians In: 48 STFM Annual Spring Conference, 2015, Orlando, FL, USA. 48 STFM Annual Spring Meeting Final Program. , 2015. v.1. p.20 – 29
  7. Paula OS, Muller LB, Teixeira P, Blasco PG. Innovaciones y nuevas metodologías docentes ajustadas a la educación médica. In: XXIII Congreso de la Sociedad Española de Educación Médica, 2017, Cádiz. Programa del XXIII Congreso de la Sociedad Española de Educación Médica.2017. v.1. p.21 – 21